Operação
Centro de Distribuição da Cubbo opera sem robôs e foca em trabalho humanizado
A Central do Varejo acompanhou o picking, o packing e a última milha de uma entrega da Cubbo em São Paulo, do centro de distribuição até a porta do consumidor
A logística de e-commerce da Cubbo no Brasil combina centros de distribuição em expansão, de São Paulo a Manaus, com operação majoritariamente manual. A Central do Varejo participou de um encontro exclusivo da empresa, com visita guiada ao centro de distribuição (CD) e simulação de um processo de entrega do início ao fim, desde o pedido até a chegada ao consumidor final.
A visita começou no escritório da Cubbo, na Zona Oeste de São Paulo. O espaço reúne referências a clientes da empresa, de origem mexicana, como Natura, Avon e Payjoy.
Em seguida, o grupo seguiu para o centro de distribuição em Embu das Artes, onde está concentrada boa parte da logística de e-commerce da companhia no estado de São Paulo.
A reportagem foi acompanhada por Lucas Garcia, head de Growth da Cubbo, que explicou que todo o processo segue uma linha única. Segundo ele, o fluxo vai do inbound até o despacho para a transportadora, com execução manual.

Teste de picking e packing
Primeiro, Garcia apresentou a setorização das prateleiras de produtos. Depois, conduziu um teste prático de picking e packing com a Central do Varejo. Com um aparelho de mão, o sistema encaminha o operador a uma tela que mostra as demandas de cada entrega.
Cada setor tem um aviso de seção e um código de barras para leitura, como a seção B associada ao item A-07. No teste, era preciso localizar a seção correta e, então, escanear o item. Quando o produto não corresponde à demanda, o sistema barra a conclusão do pedido. Da mesma forma, o controle vale para a cesta de entrega: se o código de barras não bater com o sistema, o processo não avança.
No packing, a operação é monitorada por câmeras. Segundo Garcia, o monitoramento serve para a proteção do operador e do cliente. Assim, a etapa segue a mesma lógica do picking, com leitura do produto e embalagem na caixa adequada. Ao final, o pacote recebe fita de segurança da Cubbo e é organizado em pallets para conferência e carregamento do veículo de transporte.

Por que a Cubbo evita automação total
Parte dos centros de distribuição do setor adota operação automatizada, com robôs em conferência, picking e packing. Ainda assim, a Cubbo opta por equipes humanas em turnos durante o dia, segundo Garcia. Para ele, essa escolha também molda a forma como a empresa organiza sua logística de e-commerce no país.
“Hoje em dia, quando você vai olhar do ponto de vista Brasil e até mundo, não necessariamente a automação de 100% da operação é uma coisa que vale a pena. O que eu quero dizer com isso? Muitas empresas grandes buscam fazer essa automação desse jeito e no momento em que acontece uma mudança de paradigma dentro do mercado, elas não conseguem se adaptar. Você tem muito mais espaço para ganhar produtividade dentro de software, dentro de melhorias e de inteligência com dados e a automação de software do que automação de hardware”, afirma Garcia.
Do centro de distribuição ao last mile
A etapa final da logística de e-commerce da Cubbo fica a cargo da equipe de last mile. Segundo Cristiana Cavalcanti, head de Last Mile da empresa, o motorista recebe um trajeto completo e otimizado para toda a cidade de São Paulo.
Ao concluir a rota, ele usa o aplicativo da Cubbo para registrar intercorrências. Caso a entrega tenha sido concluída, o motorista também anexa fotos do momento da entrega pelo mesmo aplicativo.
Cavalcanti apresentou o processo na prática e acompanhou, junto com a Central do Varejo, a entrega de um pacote de Embu das Artes até a região da Lapa, em São Paulo. Segundo ela, o produto saiu para entrega registrado no aplicativo e, pouco mais de uma hora depois, a entrega foi concluída dentro do padrão da Cubbo.

Cubbo expande logística de e-commerce com quinto CD no Brasil
A Cubbo abriu um novo centro de distribuição em Extrema, no sul de Minas Gerais, segundo comunicado da empresa. Com a unidade, a companhia chega a cinco operações no Brasil e ao segundo CD inaugurado no país em 2026.
A nova unidade tem 2,2 mil metros quadrados, atende todo o território nacional e recebeu investimento de R$ 450 mil. Segundo a Cubbo, a escolha por Extrema teve relação com benefícios fiscais oferecidos por Minas Gerais. A unidade é menor que outras estruturas da companhia no país, como os CDs de Porto Alegre, com 14 mil metros quadrados, e de Manaus, com 7 mil metros quadrados.
“A abertura de Extrema faz parte de um movimento maior de fortalecimento da nossa operação no Brasil. O mercado ficou mais exigente, e crescer hoje depende de ter estrutura para acompanhar esse avanço com mais fluidez e capacidade de resposta”, afirma Melissa Feijó, country manager da Cubbo no Brasil.
Segundo a empresa, a Cubbo nasceu no fulfillment e hoje atua também em frentes como visibilidade de operação e jornada de pós-compra. Entre essas soluções está o Cubbo Engage, voltado ao relacionamento com o cliente após a compra, que atua em complemento à operação física para reduzir atritos e ganhar visibilidade sobre processos, segundo a companhia.
“A operação passou a influenciar o ritmo de crescimento das marcas e a forma como as empresas conseguem sustentar esse crescimento ao longo do tempo”, diz Feijó.
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