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Voximplant amplia atuação no Brasil com agentes de IA para contato com clientes e inclui o varejo entre os setores-alvo
Empresa de comunicação com clientes baseada em IA diz que o varejo será atendido nos próximos meses e projeta que o país represente 10% da receita até 2028
A Voximplant, empresa de plataformas de comunicação com clientes baseadas em inteligência artificial, amplia a atuação no Brasil e inclui o varejo entre os setores que pretende atender nos próximos meses. A meta é que o país responda por 10% da receita total até o fim de 2028, segundo a empresa.
O setor financeiro será o primeiro foco. Oleg Fomin, general manager da Voximplant no Brasil, afirma que o objetivo é mostrar como a empresa pode ser “parceira para setores como varejo, fintechs, seguros e telecomunicações”.
Para 2030, a Voximplant prevê crescimento médio anual de 150% e quer que o mercado brasileiro represente mais de 30% do negócio.
Voximplant quer levar agentes de IA à comunicação do varejo
Segundo estimativa da empresa, cerca de 70% do tempo dos operadores humanos é consumido por tentativas de contato que não são atendidas ou não geram conversão. A empresa cita televendas, cobrança e crédito como operações de grande escala em que o problema pesa mais.
No modelo da Voximplant, os agentes de IA fazem o contato inicial e as verificações, e os operadores recebem os casos em que a presença de uma pessoa pode mudar o desfecho. A empresa projeta superar 90% do tempo ativo em chamadas produtivas e automatizar cerca de 80% das tarefas rotineiras.
“Entendemos que enfatizar mais volume de contato gera bloqueio ao invés de conversas reais”, afirma Fomin.
A empresa cita o protocolo Origem Verificada, os filtros das operadoras e as mudanças tarifárias nos canais digitais como fatores que levam a combinar voz, mensagens e canais como o Google RCS.
Em entrevista à Central do Varejo no Fórum E-Commerce Brasil 2026, em julho, Fabiano Porto, head de growth e sales, disse que a empresa atua no Brasil desde 2024 e tem escritório em São Paulo.
Segundo ele, a adoção de agentes de IA por voz passou de 1% a 2% para mais de 10% entre os clientes, e a próxima onda deve vir pelos canais de texto, como o WhatsApp.
Porto afirmou ainda que os agentes de checkout já vão além da cobrança e atuam como potencializadores de conversão no e-commerce. Para ele, a IA deve funcionar como copiloto da operação, com definição prévia de quem lidera e de quem opera.
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Imagem: Magnific
