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World Retail Congress abre debates em Berlim com alerta: velocidade, verdade e relevância definirão os vencedores até 2030

Quem insistir em operar com a lógica do passado tende a perder espaço. Quem unir tecnologia, cultura e sensibilidade humana sairá na frente.

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World Retail Congress

O primeiro grande painel do World Retail Congress, em Berlim, abriu oficialmente a agenda do congresso com uma mensagem contundente ao mercado global: o consumidor mudou, a tecnologia acelerou e o varejo tradicional precisará se reinventar para seguir relevante até 2030.

Com o tema “Roteiro para 2030”, o encontro reuniu três executivos de peso do cenário internacional: Nadine Graf, da The Estée Lauder Companies, Jaume Miquel Naudí, CEO da TENDAM, e Parag Parekh, da IKEA IT AB. Juntos, eles traçaram previsões ousadas e estratégias práticas para os próximos cinco anos. 

World Retail Congress: o consumidor de 2030 já está presente

Para Nadine Graf, a transformação mais profunda está na mudança de poder: hoje ele pertence claramente ao consumidor.

Mais informado, menos fiel e extremamente exigente, o novo cliente não pensa mais em canais separados. Para ele, descoberta, experiência e compra acontecem simultaneamente — muitas vezes no mesmo ambiente.

Ela citou exemplos de marcas de beleza que já conectam TikTok, loja física e e-commerce em uma jornada única, com equipes de loja atuando também como criadores de conteúdo ao vivo.

“Escala não é mais o que faz uma empresa vencer. Velocidade é.” 

IKEA aposta em IA para resolver problemas reais

Representando a operação tecnológica do universo IKEA, Parag Parekh mostrou como a inteligência artificial está deixando o campo da teoria para transformar a operação prática.

Hoje, clientes já conseguem escanear um cômodo com o celular e receber sugestões automáticas de móveis, layout e decoração com base em estilo pessoal e orçamento.

Internamente, processos que levavam até nove horas passaram a ser concluídos em cerca de 30 minutos com apoio de IA. Além disso, mais de 40 mil colaboradores já foram treinados em programas internos de alfabetização digital e uso de inteligência artificial. 

“Não vem uma onda. Vem um tsunami.”

Jaume Miquel Naudí, da TENDAM, trouxe uma das falas mais impactantes da manhã ao comparar o momento atual do varejo a uma ruptura histórica.

“O que temos pela frente não é uma grande onda. É um tsunami.” 

Segundo ele, marcas precisarão abandonar modelos genéricos e assumir posicionamentos claros. Em moda, destacou que o setor precisa trocar excesso de foco em produto por estratégia, experiência e diferenciação real.

“A moda precisa de menos moda e mais estratégia.” 

Verdade, confiança e conexão humana

Outro ponto levantado por Jaume foi a valorização da autenticidade em uma era dominada por automação e excesso de informação.

Na visão do executivo, consumidores buscarão cada vez mais marcas confiáveis, transparentes e humanas — capazes de gerar vínculo genuíno em meio ao ruído digital.

World Retail Congress: o que definirá os vencedores até 2030

Ao final do painel, três pilares se repetiram entre os líderes:

  • Velocidade de adaptação;
  • Uso inteligente de dados e IA;
  • Conexão real com o consumidor;

Mais do que vender produtos, o varejo caminha para entregar soluções, experiências memoráveis e relevância constante.

Insight direto de Berlim

O painel inaugural do World Retail Congress deixou um recado claro ao mercado global: 2030 já começou.

Quem insistir em operar com a lógica do passado tende a perder espaço. Quem unir tecnologia, cultura e sensibilidade humana sairá na frente.

Imagem: Danielle Mallmann / Divulgação

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