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Ovos, feijão e leite lideram altas nos supermercados em março, aponta levantamento da Neogrid

Leite e feijão sobem 11,1% cada no Brasil; no Sudeste, ovos registram alta de 14,6% e açúcar e café recuam

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linha de frente; marcas próprias; supermercados

Itens essenciais da cesta básica voltaram a pressionar o orçamento dos brasileiros em março de 2026. Segundo o estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, realizado pela Neogrid, leite e feijão lideraram as altas nos supermercados no período, com crescimento de 11,1% cada. O preço do leite passou de R$ 4,27 em fevereiro para R$ 4,75 em março, enquanto o feijão saltou de R$ 6,76 para R$ 7,51. Na sequência, os legumes registraram aumento de 10,7%, seguidos por ovos (7,1%) e papel higiênico (3,6%).

Por outro lado, alguns produtos contribuíram para aliviar parcialmente o orçamento das famílias. As maiores quedas foram observadas no açúcar (-6,1%), que passou de R$ 3,98 para R$ 3,73, além de café em pó e em grãos (-4,7%), cerveja (-4,6%), farinha de trigo (-3,9%) e detergente líquido (-3,2%).

“O cenário aponta para uma inflação mais concentrada e regionalizada, com impacto direto no comportamento do consumidor, que passa a buscar mais eficiência, comparar preços e ajustar a cesta de compras”, explica Marcelo Alves, gerente executivo de dados da Neogrid.

No acumulado de 2026, considerando o período entre dezembro de 2025 e março de 2026, os legumes lideram a alta, com avanço de 22,9%, seguidos por feijão (18,1%), ovos (12,9%), carne bovina (6,9%) e queijos (3,9%).

“Para os próximos meses, a tendência é de continuidade do panorama atual, com pressão em hortifrutis — itens mais sensíveis a fatores sazonais — e maior estabilidade nas categorias industrializadas, o que deve manter o consumidor atento a preços e mais seletivo na hora da compra”, acrescenta Alves.

Sudeste

Na região Sudeste, as maiores altas em março nos supermercados foram registradas em ovos (14,6%), feijão (14,2%), leite UHT (12,9%), legumes (9,5%) e papel higiênico (3,4%). Os principais recuos foram em café em pó e em grãos (-5,5%), cerveja (-4,7%), açúcar (-4,4%), detergente líquido (-3%) e creme dental (-2,8%).

Imagem: Envato

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