Comportamento

Consumidores buscam marcas que apoiam sua reinvenção, diz dentsu

Estudo com 30 mil pessoas em 25 países mostra que 87% dos consumidores esperam marcas capazes de ajudá-los a evoluir; brasileiros veem IA como ferramenta de ascensão pessoal

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O relatório Consumer Vision: Mothers of Reinvention, da dentsu, mostra que consumidores esperam marcas mais presentes em suas jornadas de evolução pessoal, em um contexto cada vez mais influenciado pela inteligência artificial.

O estudo foi realizado com 30 mil pessoas em 25 países. Segundo o levantamento, 87% dos consumidores afirmam que as marcas mais memoráveis serão aquelas que os ajudarão a evoluir e se transformar, enquanto 78% já demonstram menor tolerância a mensagens genéricas.

Para 81% dos entrevistados, as compras devem funcionar como experiências capazes de ajudá-los a desenvolver seu potencial, e não apenas como um meio para um fim. Nove em cada dez consumidores afirmam que a consistência das marcas com seus valores se torna mais importante à medida que os algoritmos se tornam mais individualizados.

Em outro estudo da dentsu, o CMO Navigator – Media Edition, 56% dos Chief Marketing Officers globais afirmaram que, em cinco anos, a maior parte da receita de suas empresas virá de produtos e serviços que ainda não existem.

Estudo da dentsu mostra que brasileiros veem IA como ferramenta de reinvenção profissional

No Brasil, 64% dos entrevistados afirmam ter interesse em mudar de carreira, e 73,25% dizem tentar monetizar talentos e criatividade para transformar paixões em fonte de renda principal, segundo o levantamento.

Para 87,75% dos brasileiros, será possível usar agentes pessoais de IA capazes de produzir respostas alinhadas às preferências e ao histórico individual de cada usuário. Além disso, 81% acreditam que a IA conseguirá traduzir conteúdos em tempo real preservando personalidade e estilo próprios.

O levantamento também aponta que 91% dos brasileiros acreditam que a tecnologia será capaz de detectar precocemente sinais de estresse emocional, além de doenças físicas. Já 86,25% acreditam que os avanços em tecnologia e saúde tornarão o envelhecimento menos debilitante na próxima década.

Segundo Marília Gallindo, diretora de Estratégia da dentsu Brasil, o brasileiro demonstra visão pragmática sobre o papel da IA na ascensão pessoal e profissional.

O estudo identifica quatro forças para as quais as marcas precisam se preparar: sistemas simbióticos, em que a IA atua como parceira e agente representante do consumidor; criatividade despertada, com maior valorização da originalidade humana; reinvenção infinita, em que o consumo passa a refletir identidades em constante mudança; e marcas-guia, que atuam ajudando consumidores a navegar por essas transformações.

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Imagem: Freepik

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