Economia
Bares e restaurantes crescem 4,2% no 2º trimestre, diz Índice Abrasel-Stone
Junho marca nono mês consecutivo de alta anual no setor, mas apostas esportivas podem ter reduzido parte do consumo esperado com a Copa do Mundo, segundo Abrasel
As vendas no setor de bares e restaurantes cresceram 4,2% no segundo trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025, segundo o Índice Abrasel-Stone, relatório mensal da Stone em parceria com a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes).
Em junho, o setor teve alta de 2,6% na comparação anual, nono mês consecutivo de desempenho acima do registrado no ano anterior. Na comparação com maio, houve recuo de 2,1%.
“O segundo trimestre foi positivo para o setor, mas junho ficou abaixo da expectativa criada para um mês que reuniu a Semana dos Namorados e a Copa do Mundo. Os empresários se prepararam para um aumento no fluxo de clientes, mas o desempenho do mês mostra que parte desse potencial de consumo não se converteu em vendas”, afirma Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel.
Segundo Solmucci, o aumento das apostas esportivas pode ter direcionado parte dos gastos dos brasileiros para essas plataformas, reduzindo os recursos disponíveis para o consumo em bares e restaurantes.
Índice Abrasel-Stone aponta influência da Copa sobre o setor
Para Guilherme Freitas, economista e pesquisador da Stone, o resultado de junho reforça a resiliência do setor mesmo em ambiente econômico desafiador. “Apesar da retração na análise mensal, o avanço na comparação anual e o desempenho positivo do segundo trimestre mostram que bares e restaurantes seguem sustentados pela força do mercado de trabalho”, afirma Freitas.
Segundo o economista, a Copa do Mundo também influenciou o setor em junho. “A realização dos jogos contribuiu para aumentar o fluxo de consumidores em bares e restaurantes, impulsionando as vendas nos estabelecimentos do país”, diz Freitas.
Dos 24 estados analisados pelo levantamento, 18 registraram crescimento nas vendas em junho, na comparação anual. As maiores altas foram em Roraima (14,5%), Santa Catarina (8,5%) e Rio Grande do Sul (5,6%), seguidos por Bahia e Espírito Santo (4,6% cada), Tocantins (4,2%), Mato Grosso (3,2%), São Paulo (2,9%), Pernambuco (2,4%), Paraná e Rio Grande do Norte (2,2% cada), Mato Grosso do Sul (2,1%), Pará (1,2%), Rio de Janeiro (1%), Minas Gerais (0,9%), Goiás (0,7%), Alagoas (0,4%) e Sergipe (0,2%).
Seis estados registraram retração no período: Maranhão (5,1%), Paraíba (3,7%), Piauí (3,5%), Rondônia (3,4%), Ceará (1,0%) e Amazonas (0,3%).
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Imagem: Magnific
