Curadoria NRF 2027
Para Patricia Cotti, o que importa na NRF não está no palco
Sócia-diretora do Ecossistema Goakira abre a série de perfis do Conselho de Curadoria da Missão NRF 2027
Patricia Cotti abre a série de perfis do Conselho de Curadoria da Missão NRF 2027. Sócia-diretora do Ecossistema Goakira, ela assina o recorte de dados e personalização dentro da curadoria da Central do Varejo.
O conselho reúne dez profissionais do varejo brasileiro, lançado na segunda-feira (17) com o título de Curador Oficial da Missão. Cada integrante assina um recorte temático e publica perfil, vídeo e conteúdo próprio ao longo da série.
Cotti descreve a rotina de acompanhar a feira como um exercício de tradução. Segundo ela, o trabalho da curadoria é pegar o que acontece no mercado internacional e adaptar para a realidade das operações brasileiras.
A curadora diz que a curiosidade pela prática das operações pesa mais do que o discurso dos palcos principais. “Quem está no palco está falando bem de si mesmo. Mas ver a operação na prática, entender essa curiosidade que faz o dia a dia de operação, isso é o que eu sempre levo, isso é a nossa tradução”, diz.
Antes de Nova York, Patricia Cotti já sabe onde vai procurar inovação real
Para Cotti, esse olhar explica onde a maioria dos varejistas brasileiros perde oportunidade na feira. “A maioria dos varejistas brasileiros, quando vai para a NRF, tem aquele primeiro momento da feira gigante. O que pouca gente observa é o dia a dia da operação e como traduzir tudo isso”, afirma.
Ela aponta que as descobertas mais relevantes costumam sair de fora do palco principal. “As grandes curiosidades e as grandes inovações estão nos palcos menores, naquelas empresas que estão surgindo, e não necessariamente nos grandes nomes”, diz.
Por isso, defende que a delegação cubra o maior número possível de palestras para não perder esse tipo de conteúdo.
No recorte de dados e personalização, Cotti compara a maturidade do mercado americano com os desafios do Brasil. “Dados e personalização na feira são temas correntes, desde sempre. Temos os nossos desafios brasileiros com relação aos dados. O mercado americano é muito mais estruturado”, afirma.
A curadora cita a identificação do consumidor como exemplo da diferença entre os dois mercados. “A maioria das compras no mercado americano são identificadas, mais de 80%, alguns segmentos chegando a 90%, o que não é a nossa realidade no Brasil”, diz.
Para ela, entender a arquitetura de dados por trás da personalização é o que sustenta decisões de inteligência artificial, recomendação e oferta. “É muito importante entender como toda essa estrutura tem se dado, principalmente nessa era de inteligência artificial, de personalização, de recomendação, de oferta, de eficiência”, afirma.
Cotti diz acompanhar esse tema durante todo o ano, não apenas na semana da feira. “Esse é um tema que a gente acompanha no dia a dia, muito antes da feira, para conseguir trazer o melhor conteúdo e traduzir tudo isso para a nossa realidade”, conclui.
A curadora soma à bagagem de mercado de consumo e modelagem de negócios a experiência de acompanhar diversas edições da NRF como parte do trabalho de inteligência do Ecossistema Goakira.
Patricia Cotti é a primeira das dez curadoras e curadores a publicar perfil dentro do Conselho de Curadoria da Missão NRF 2027. A Central do Varejo publica um novo perfil a cada ciclo, com vídeo e conteúdo assinado pelo próprio curador. Para garantir sua vaga na delegação, clique no banner abaixo.
Imagem: Central do Varejo

