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IODE-PMEs avança 1,0% em agosto, mas ritmo de crescimento das pequenas empresas segue fraco

Índice da Omie soma alta de 2,9% no ano, patamar ainda abaixo do observado entre 2022 e 2024, em meio a juros elevados e queda na confiança dos empresários

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IODE-PMEs

O IODE-PMEs avançou 1,0% em agosto de 2026 ante o mesmo mês de 2025. No ano, o índice soma alta de 2,9%, ainda abaixo do observado entre 2022 e 2024.

O indicador acompanha a movimentação financeira média real de empresas com faturamento anual de até R$ 50 milhões, em cerca de 756 atividades dos setores de Comércio, Indústria, Infraestrutura e Serviços. O resultado foi sustentado principalmente pelo Comércio, enquanto Serviços apresentou estabilidade.

IODE-PMEs: Comércio puxa resultado e Infraestrutura opera no negativo

O comércio cresceu 1,3% em agosto na comparação anual, com avanço tanto no atacado quanto no varejo, ainda que veículos tenham recuado no período.

A Indústria contribuiu com alta de 0,8%, puxada por Fabricação de Papel, Alimentos e Produtos Químicos, embora 12 dos 23 segmentos industriais acompanhados tenham caído no mês.

A infraestrutura foi o único setor em queda, de 2,2%, pressionada pela cadeia de construção civil. Serviços variaram 0,2%, com alta em Saúde Humana, Atividades Profissionais e Técnicas, Transporte e Educação, mas nova queda em Alojamento e Alimentação.

Segundo Felipe Beraldi, economista da Omie, o mercado de PMEs enfrenta dificuldade para elevar o faturamento desde o segundo trimestre, em meio a juros elevados, endividamento alto e queda na confiança dos agentes econômicos.

“O Índice de Confiança do Consumidor, calculado pela FGV, recuou em agosto pelo quarto mês consecutivo, cedendo 3,6 pontos e atingindo 84,7 pontos, o menor nível desde novembro de 2022”, afirma Beraldi.

Na Sondagem Omie das PMEs de agosto, 54% dos empresários esperam que o ambiente econômico afete negativamente seus negócios no curto prazo. Os juros elevados aparecem como principal barreira ao crescimento, citados por 59% das PMEs, ante 49% na sondagem anterior.

O IPCA recuou 0,32% em agosto, levando o acumulado em 12 meses a 4,22%, segundo mês dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação. Para Beraldi, o alívio inflacionário deve abrir espaço para novos cortes de juros, mas o efeito sobre as PMEs tende a ser gradual.

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