D2C Summit

Nuvemshop diz que visitas de agentes de IA às lojas cresceram 17 vezes em um ano

Laíza Buchala detalhou os critérios para uma loja ser citada pelo ChatGPT e o assistente Lumi, e Ivan Patriota, do Google, apontou três ações para as marcas.

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No comércio agêntico, as visitas de agentes de IA às lojas da Nuvemshop cresceram 17 vezes em um ano, disse Laíza Buchala.

Diretora global de marketing de produto da plataforma, Laíza estima que o tráfego indicado por IA chegue a 20% das visitas nos próximos anos.

Ela falou no D2C Summit 2026, que acontece nesta quarta-feira (30), no Distrito Anhembi, em São Paulo.

Também participou Ivan Patriota, executivo do Google responsável por parcerias de pagamentos e comércio, que apresentou dados sobre buscas com IA.

Comércio agêntico exige site rápido, dados estruturados e reputação

“A era do comércio agêntico já começou”, afirmou Laíza.

Segundo ela, o agente de IA pode participar da descoberta, da decisão e até da transação de compra.

Para uma loja ser citada em uma resposta do ChatGPT, Laíza apontou três critérios.

O primeiro é a velocidade de carregamento, e ela disse que o Google elegeu a Nuvemshop a plataforma mais rápida do Brasil.

O segundo são os dados estruturados, que, segundo ela, vêm como padrão nas lojas da plataforma e facilitam a leitura pelo agente.

O terceiro é a reputação. Para Laíza, pesam mais as avaliações sobre qualidade e prazo de entrega do que o discurso da marca.

Na demonstração, uma consumidora pede ao ChatGPT um presente para um amigo que gosta de streetwear, e a resposta cita uma marca da plataforma.

A IA trouxe descrição e preço a partir do catálogo, com link direto para o site da loja.

Laíza também disse que a OpenAI abriu anúncios no ChatGPT em agosto e que a Nuvemshop integrou a compra de mídia.

Segundo ela, o formato já responde por 15% do tráfego vindo de IA.

Conversão no comércio agêntico passa por WhatsApp e compra em um clique

Na etapa de conversão, Laíza citou a marca de moda Bruna Elisa, que usa o Nuvem Chat, IA da Nuvemshop, no WhatsApp.

Segundo a executiva, a marca aumentou em 40% a conversão dos clientes que iniciam uma conversa.

A IA conhece catálogo, estoque e preço, responde no tom da marca e também atende no direct do Instagram, de acordo com ela.

No checkout, a Nuvemshop tem mais de 29 milhões de consumidores na carteira digital, disse Laíza.

O sistema reconhece o cliente pelo e-mail. Segundo ela, a compra sai três vezes mais rápido e a conversão sobe 4%.

Lumi assume tarefas de gestão no comércio agêntico

Na camada de operação, Laíza apresentou o Lumi, IA nativa da Nuvemshop, com mais de 30 agentes em uma interface.

Na demonstração, o Lumi analisou o funil de vendas da Mika Chocolates e apontou a maior queda entre frete e pagamento.

Depois, sugeriu um cupom para essa etapa e o criou na mesma conversa, com um clique.

A Saint Germain economiza mais de 80 horas por mês com a IA da plataforma, segundo Laíza.

A versão Lumi ativo identifica oportunidades e executa a sugestão mediante aprovação do lojista.

Segundo Laíza, a Nuvemshop é a única plataforma brasileira homologada pela Anthropic e pela OpenAI.

Com isso, o lojista altera catálogo e cria campanhas pelo Claude ou pelo ChatGPT, sem abrir o painel.

O que o Google recomenda para o comércio agêntico

Segundo Ivan Patriota, “a busca passou a ser uma conversa”, mais contextual do que a busca por palavra-chave.

No Modo IA, de acordo com ele, as buscas são três vezes mais longas do que as tradicionais.

Ivan disse que o Google Shopping conecta consumidores a mais de 60 bilhões de ofertas no Modo IA.

Ele citou ainda crescimento mensal de 40% nas perguntas de acompanhamento e alta de 30% nas buscas de descoberta.

Para as marcas, o executivo indicou três ações.

São elas enriquecer o feed de dados, sustentar a conversa contínua com o consumidor e estar presente no topo do funil.

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