Operação
Consumo em bares e restaurantes de São Paulo fica mais seletivo no 1º trimestre, aponta Zig
O consumo em bares, restaurantes e casas noturnas de São Paulo apresentou sinais de maior seletividade no primeiro trimestre de 2026. Levantamento da Zig, empresa de tecnologia especializada em gestão de consumo, mostra que, na base comparável de estabelecimentos, o volume de pedidos caiu 3,11%, enquanto a receita ficou praticamente estável, com alta de 1,33%. O ticket médio avançou 3,77% no mesmo recorte, indicando maior gasto por pedido.
Na visão total do ecossistema monitorado pela Zig, o volume de pedidos e a receita cresceram na comparação anual, mas esse resultado reflete a ampliação do universo de estabelecimentos acompanhados pela plataforma. Quando analisadas apenas as casas consolidadas, os dados indicam menor frequência de pedidos e maior valor médio gasto.
“Quando isolamos a base comparável, vemos um consumidor mais seletivo. O volume de pedidos recua, mas o ticket cresce e o mix de consumo muda. Isso mostra que não se trata apenas de quanto se consome, mas de como o consumo está sendo reorganizado”, afirma David Pires, CIO da Zig.
Bebidas
No consumo de bebidas, a base comparável também aponta mudanças. O volume de bebidas alcoólicas recuou 5,7%, enquanto as não alcoólicas apresentaram queda menor, de 2,7%, resultando em ganho de participação dessa categoria no mix total. A participação de bebidas não alcoólicas passou de 36,5% para 37,2%.
Entre as categorias alcoólicas, as bebidas prontas para consumo (RTDs) foram destaque positivo, com crescimento de 34,6% na base comparável. Gin e vodka registraram retração mais acentuada, de 21,2% e 13,5%, respectivamente. Entre as cervejas, Heineken, Brahma e Original aparecem entre os rótulos mais consumidos no período. Já entre os drinks, a caipirinha se mantém como principal escolha, enquanto água e refrigerante lideram entre os não alcoólicos.
Pagamentos e horários
Nos meios de pagamento, o Pix avançou de 6,8% para 8,4% de participação na base comparável, enquanto o cartão de crédito perdeu espaço no mesmo período. O levantamento também indica concentração do consumo no período noturno, com pico entre 20h e 23h, e maior volume nos fins de semana, que representam cerca de 62% dos pedidos no primeiro trimestre.
Imagem: Freepik
