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iFood diz ter a menor inadimplência do país no crédito a restaurantes

Em coletiva de imprensa no iFood Move, Diego Barreto detalhou como funciona o modelo de crédito do iFood Pago e por que a empresa não compete com bancos por taxa de juros

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O iFood Pago empresta hoje cerca de R$ 200 milhões por mês a restaurantes parceiros, com prazo médio de 18 meses, ticket médio de R$ 50 mil e três meses de carência, segundo Diego Barreto, CEO do iFood, em coletiva de imprensa no iFood Move 2026.

Segundo o executivo, o modelo de análise de crédito da fintech não parte de balanço patrimonial ou histórico bancário, como fazem instituições tradicionais. “Oitenta por cento dos meus parâmetros de modelagem de crédito são parâmetros operacionais”, disse Barreto.

Entre os fatores avaliados estão a nota do produto, o índice de cancelamento, o repasse de inflação no cardápio e o tempo de uso do aplicativo pelo estabelecimento. “Esse cara tem um produto bem avaliado, entrega bem, repassa a inflação no cardápio. Se ele faz tudo isso, ele provavelmente não vai quebrar”, afirmou o executivo.

iFood Pago não compete com banco por taxa de juros, diz CEO

Barreto afirmou que o iFood Pago não disputa espaço com bancos tradicionais pela taxa cobrada. “A minha competição não é na taxa de juros. Eu nunca vou conseguir competir nisso, porque quem consegue ter juros baixos no Brasil é quem capta poupança. Eu não sou um banco”, disse.

Segundo ele, o diferencial da fintech está em atender donos de restaurante sem histórico em birô de crédito tradicional. “Quando eu pego a minha inadimplência hoje e comparo com o sistema financeiro nacional, para o tipo de empreendedor que a gente atende, eu tenho a inadimplência mais baixa do Brasil”, afirmou.

Questionado sobre criptomoedas como meio de pagamento, Barreto disse que o tema não está no radar da companhia no momento.

Crédito ao consumidor não forma “bola de neve”, diz executivo

Sobre o crédito oferecido a consumidores dentro do aplicativo, Barreto rejeitou a comparação com parcelamento de cartão de crédito tradicional. Segundo ele, a oferta é pontual, ligada a uma situação específica identificada pelos dados do usuário, e não um parcelamento recorrente de compras do dia a dia.

Como exemplo, o executivo citou um passageiro de Uber que chega ao aeroporto sem conseguir pagar a corrida, e recebe um crédito de pequeno valor a ser quitado no salário seguinte. “O que forma inadimplência é todo mês você gastar cinco mil reais a mais do que o seu salário”, afirmou Barreto.

O crédito a restaurantes já soma R$ 1 bilhão concedido ao longo de 2025, segundo dado divulgado pelo iFood em dezembro do ano passado. No ritmo atual de R$ 200 milhões por mês, o volume anual mais que dobra em relação ao período anterior. O iFood Pago é hoje liderado por Bruno Henriques, que acumula a função de CFO do iFood.

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Imagem: Central do Varejo

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