Comportamento
No Dia dos Namorados, vale-alimentação representa mais da metade dos gastos em benefícios corporativos
Levantamento da Biz aponta migração do jantar em restaurante para celebrações em casa; vale-transporte também avança, chegando a 9,1% das transações
O Dia dos Namorados está deixando de ser sinônimo de jantar em restaurante para dar espaço a celebrações mais personalizadas e alinhadas ao orçamento dos brasileiros. Levantamento da Biz, empresa especializada em multibenefícios corporativos, mostra que 53,8% das transações realizadas pelos usuários na data (12 de junho de 2026) ocorreram por meio do vale-alimentação, enquanto o vale-refeição respondeu por 33,1%.
A inversão representa uma mudança significativa em relação a anos anteriores. Em 2025, o vale-alimentação havia alcançado 46,1% de participação, praticamente empatando com o vale-refeição, que recuou para 41,2%. Em 2026, a diferença entre as categorias se ampliou, consolidando a tendência de celebrações fora do ambiente de restaurantes.
“O que observamos é uma mudança gradual na maneira como os trabalhadores utilizam seus benefícios. O jantar em restaurante continua relevante, mas já não é a única escolha. Cada vez mais pessoas optam por montar uma experiência própria, seja preparando uma refeição especial em casa, comprando produtos diferenciados ou criando programas personalizados para celebrar a data”, afirma Clayton Pedro, CEO da Biz Benefícios.
O avanço do vale-alimentação no Dia dos Namorados sugere que muitos casais estão optando por compras em supermercados e atacadistas, refeições preparadas em casa e experiências com mais flexibilidade e personalização, comportamento que também conversa com o cenário de juros elevados e maior endividamento das famílias brasileiras em 2026, que tendem a pressionar o consumo discricionário, incluindo refeições fora de casa.
O vale-transporte também avançou, respondendo por 9,1% das transações em 2026, ante 7% registrados no ano anterior. O dado sugere que os trabalhadores passaram a utilizar o benefício para deslocamentos relacionados a passeios, viagens curtas e experiências de lazer fora da rotina, ampliando o papel do benefício para além do trajeto casa-trabalho.
“A data também mostra que o consumo está menos concentrado em um único tipo de experiência. Os casais estão combinando diferentes formas de celebração, equilibrando praticidade, orçamento e personalização. É um movimento que reforça a evolução dos benefícios corporativos como ferramentas que acompanham os hábitos e necessidades dos trabalhadores”, conclui Pedro.
O estudo foi elaborado com base em dados anonimizados de transações realizadas por usuários da plataforma Biz durante o Dia dos Namorados de 2026, com comparação aos registros de 2025.
Imagem: Divulgação
