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Final da Copa aquece bares mais que jogos do Brasil, mostra ICVA
Faturamento de bares, discotecas e casas noturnas cresceu 14,5% no domingo da decisão entre Espanha e Argentina, superando três dos cinco jogos da Seleção Brasileira no torneio
O faturamento nominal de bares, discotecas e casas noturnas cresceu 14,5% no domingo da final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina, na comparação com o mesmo domingo de 2025, segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA).
O resultado superou o registrado em três dos cinco jogos da Seleção Brasileira no torneio: contra o Marrocos (6,4%), contra o Haiti (-2,8%) e contra a Noruega, jogo da eliminação do Brasil (13,8%). A alta na final ficou abaixo apenas dos confrontos contra a Escócia (34,1%) e contra o Japão, quando o faturamento avançou 86,1% e bateu recorde.
“Mesmo sem a Seleção Brasileira em campo, a final manteve a capacidade de mobilizar o consumo e transformou os bares em pontos de encontro para acompanhar a decisão da Copa do Mundo”, afirma Carlos Alves, vice-presidente de Tecnologia e Negócios da Cielo.
Pix avança 14,8 pontos percentuais nas transações de bares em um ano
O levantamento também mostra mudança nos meios de pagamento usados em bares. O débito respondeu pela maior parte das transações, com 42,5%, seguido pelo Pix, com 35,5%, e pelo crédito à vista, com 22,0%. Na distribuição do faturamento, o débito somou 35,2%, o Pix, 33,0%, e o crédito à vista, 31,6%.
O Pix teve ticket médio de R$ 49,00, acima dos R$ 43,74 do débito. O ticket do crédito à vista foi de R$ 75,83. No domingo equivalente de 2025, o Pix representava 20,7% das vendas e 18,5% do faturamento dos bares, um avanço de 14,8 pontos percentuais nas transações em um ano.
O público masculino respondeu por 69,8% das vendas e 68,9% do faturamento nos bares. As mulheres representaram 30,2% das transações, mas tiveram ticket médio superior: R$ 55,76, ante R$ 53,42 entre os homens.
Final da Copa só apresentou queda em um estado
O efeito positivo da final se concentrou em bares, discotecas e casas noturnas. Restaurantes ficaram praticamente estáveis, com alta de 0,2%, e as lanchonetes recuaram 9,0%. No recorte estadual, o Distrito Federal liderou o crescimento, com 15,8%, seguido por São Paulo (14,6%) e Ceará (13,2%). O Rio Grande do Sul foi o único estado analisado com queda, de 6,2%.
O varejo total cresceu 1,8% no domingo da final, sustentado pelo e-commerce, que avançou 11,4%, enquanto o comércio físico ficou próximo da estabilidade, com queda de 0,3%. Entre os macrossetores, Turismo e Transporte tiveram a maior alta, de 15,7%, e Bens Duráveis e Semiduráveis recuaram 18,7%.
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Imagem: Divulgação
