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Databricks anuncia investimento de R$ 1,5 bilhão em IA no Brasil

Empresa prevê ampliar equipe, parcerias e capacitação em dados e inteligência artificial no país nos próximos três anos

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A Databricks anunciou um investimento de mais de R$ 1,5 bilhão no Brasil nos próximos três anos. Segundo a empresa, os recursos serão destinados à expansão de sua atuação no país e ao avanço de iniciativas de inteligência artificial (IA) corporativa.

O anúncio foi feito em 16 de setembro, em São Paulo. O valor corresponde a US$ 300 milhões, de acordo com a companhia.

A estratégia inclui a ampliação do trabalho com clientes e parceiros, além do crescimento da equipe local. A empresa também pretende contribuir para a formação de profissionais especializados em dados e IA.

O que muda para a Databricks no Brasil?

A empresa afirma que seus negócios no Brasil quase triplicaram nos últimos dois anos. Atualmente, mais de 80% das dez maiores empresas dos setores de educação, varejo, saúde e serviços financeiros, segundo o ranking Valor 1000, utilizam a plataforma Databricks Data + AI.

A companhia cita entre seus clientes no país empresas como Banco do Brasil, Banco Bradesco, Cielo, Dock, Gerdau, iFood, Natura, Nubank, PicPay, Petrobrás, Santander, Vale e YDUQS.

A expansão ocorre em um cenário de avanço das aplicações de IA por empresas brasileiras. A Databricks afirma que, à medida que essas organizações passam da fase de experimentação para aplicações em produção, questões relacionadas a dados, governança e custos ganham importância.

De acordo com a companhia, o investimento permitirá ampliar a atuação junto a clientes e parceiros e aumentar sua equipe no Brasil.

A empresa também relaciona a expansão ao crescimento do mercado de IA no país e à estratégia nacional brasileira para o setor.

Como a Databricks no Brasil pretende ampliar o uso de IA?

Entre as tecnologias destacadas no anúncio estão o Genie, o Unity Gateway e o Lakebase.

O Genie é apresentado pela empresa como uma ferramenta voltada a usuários de negócios. A solução utiliza linguagem natural para permitir a interação com dados corporativos e a obtenção de respostas e ações baseadas nesse contexto.

Já o Unity Gateway é direcionado ao gerenciamento do uso de IA. Segundo a Databricks, a ferramenta permite administrar segurança e custos relacionados a diferentes modelos, agentes, MCPs e ferramentas.

O Unity Catalog, por sua vez, amplia os recursos de segurança e governança para dados corporativos e ativos de IA utilizados pelas aplicações.

Outra frente é o Lakebase, banco de dados Postgres serverless da Databricks. A companhia afirma que a tecnologia fornece recursos de memória para agentes de IA utilizados em aplicações e fluxos de trabalho.

Marcos Grilanda, Vice-Presidente para a América Latina na Databricks, afirma que a discussão sobre IA entre executivos brasileiros passou da decisão de adotar a tecnologia para a definição de como utilizá-la.

“O Brasil tem a ambição e a oportunidade de negócio necessárias para liderar a próxima era da IA corporativa na América Latina. Os executivos brasileiros já não discutem mais se devem adotar a IA, mas como utilizá-la para gerar um impacto maior sem abrir mão da governança, do controle sobre os custos ou da liberdade para evitar a dependência de fornecedores. Nossos investimentos contínuos no Brasil ajudam a tornar isso possível, permitindo que as empresas desenvolvam agentes que compreendam seus negócios, operem dentro de diretrizes claras e gerem resultados mensuráveis”, diz Marcos Grilanda, Vice-Presidente para a América Latina na Databricks.

O que a Databricks no Brasil prevê para formação profissional?

Além dos investimentos em negócios e tecnologia, a empresa anunciou planos para ampliar a capacitação profissional.

A Databricks pretende capacitar mais de 150 mil pessoas em habilidades relacionadas a dados e IA nos próximos três anos e meio. A iniciativa deve envolver instituições acadêmicas, treinamentos online gratuitos e atividades práticas por meio do Databricks Free Edition.

A companhia também informou que pretende ampliar sua equipe local. A formação de profissionais é apresentada como parte da estratégia de expansão do ecossistema brasileiro de dados e IA.

Atualmente, a empresa afirma contar com mais de 300 parceiros no país. O objetivo é ampliar a participação de empresas e profissionais no desenvolvimento e na utilização de tecnologias de dados e inteligência artificial.

Como clientes utilizam as ferramentas de IA?

Entre as empresas citadas pela Databricks está a Dock. Segundo Henrique Casagrande, CEO da companhia, o uso do Genie está relacionado à análise da base de clientes e à geração de informações para os negócios.

“Com a Databricks, estamos tornando dados e IA uma parte mais ativa da forma como gerenciamos e expandimos nossos negócios. O Genie nos ajuda a entender o que está acontecendo em nossa base de clientes, transformar essas ações em insights relevantes e identificar novas maneiras de maximizar o valor que elas obtêm da plataforma da Dock”, diz Henrique Casagrande, CEO da Dock.

A Natura também utiliza a plataforma. Daniel Marques, Chief Data Officer da empresa, relaciona o uso do Genie à base de dados unificada criada com o Maia OneData na Databricks.

“O Genie está transformando a forma como nossas equipes na Natura interagem com as informações, a partir da base de dados unificada que criamos com o Maia OneData na Databricks. Ao permitir que nossos colaboradores interajam com os dados usando uma linguagem cotidiana, o Genie preenche a lacuna entre a complexidade técnica e a estratégia de negócios, transformando dados complexos em narrativas claras e insights estratégicos. Ele permite que nossas equipes façam perguntas mais amplas e complexas do que aquelas para as quais os dashboards tradicionais foram desenvolvidos, ajudando-nos a tomar decisões mais rapidamente e a manter a agilidade em um mercado competitivo”, afirmou Daniel Marques, Chief Data Officer da Natura.

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Imagem: Divulgação

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