Economia

Mercado reduz projeção de inflação para 4,9% e corta estimativa do PIB em 2026

Projeção de crescimento do PIB também recuou na semana, enquanto Selic e câmbio permaneceram estáveis, segundo o Banco Central

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Logo e nome do Banco Central em mármore na parede; Boletim Focus; inflação

O mercado financeiro reduziu sua projeção de inflação para 2026, de 5% para 4,9%, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (14) pelo Banco Central (BC). O levantamento reúne projeções de mais de 100 instituições financeiras consultadas na semana anterior.

A estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) também caiu no período, de 1,93% para 1,89%. O recuo indica desaceleração em relação a 2025, quando a economia brasileira cresceu 2,3%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O que mostra o Boletim Focus desta segunda-feira

Para 2027, a estimativa de inflação subiu de 4,29% para 4,30%. As projeções para 2028 e 2029 permaneceram estáveis, em 3,80% e 3,50%, respectivamente. O sistema de meta contínua, adotado desde o início de 2025, estabelece como objetivo central manter a inflação em 3% ao ano, com intervalo de tolerância entre 1,50% e 4,50%.

A queda na projeção de inflação ocorre mesmo com a continuidade do conflito no Oriente Médio, que pressiona o preço do petróleo e, por consequência, os combustíveis no mercado interno. Para conter esse efeito, o governo brasileiro anunciou na semana anterior redução de imposto e manutenção de subsídios aos combustíveis.

A Selic seguiu projetada em 13,75% ao ano para o fim de 2026, incorporando um último corte no período. A taxa está atualmente em 14% ao ano, após quatro reduções neste ano. Para 2027, a estimativa permanece em 12% ao ano, e, para 2028, em 10,50% ao ano.

O câmbio também ficou estável na semana: a projeção para o fim de 2026 segue em R$ 5,20 por dólar. Para 2027, a estimativa recuou de R$ 5,30 para R$ 5,28 por dólar.

Para o varejo, a combinação de inflação em queda e Selic ainda em trajetória de corte tende a aliviar o custo do crédito ao consumidor às vésperas da Black Friday e do Natal, ainda que a desaceleração projetada do PIB sinalize um ritmo mais contido de demanda ao longo do ano.

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Imagem: Agência Brasil

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