E-commerce
Comércio agêntico nos EUA pode alcançar US$ 1 trilhão até 2030, apontam ICSC e McKinsey
Relatório indica avanço da IA na jornada de compra, mas destaca permanência da relevância das lojas físicas
A receita do comércio agêntico no mercado de varejo B2C dos Estados Unidos pode atingir US$ 1 trilhão até 2030, segundo relatório desenvolvido pela ICSC em parceria com a McKinsey & Company.
O estudo mostra que 68% dos consumidores utilizaram ao menos uma ferramenta de inteligência artificial nos últimos três meses durante sua jornada de compra. Além disso, 62% afirmaram usar IA para comparar marcas, modelos, preços ou avaliações.
Apesar do avanço dessas tecnologias, o relatório aponta que as lojas físicas continuam relevantes, especialmente entre consumidores mais jovens. Quase 40% dos integrantes da geração Z e millennials entrevistados disseram preferir experiências de varejo ligadas à descoberta de produtos e interação social.
Segundo Colleen Baum, senior partner da McKinsey & Company, a IA não elimina a importância das lojas físicas, mas muda seu papel dentro da jornada de compra. “A IA não está eliminando a loja — está elevando o nível do que ela precisa entregar”, afirmou. “À medida que mais etapas da jornada de compra migram para antes da visita física, as lojas vencedoras serão aquelas com uma função claramente definida, seja oferecendo velocidade e conveniência ou criando experiências que justifiquem a visita.”
O relatório indica que varejistas físicos têm oportunidade de crescer desde que invistam em diferenciação da experiência e em estratégias ligadas à inteligência artificial.
Entre os usos destacados estão ferramentas para vendedores acessarem estoques em tempo real, automação operacional e apoio à personalização da jornada.
A The Vitamin Shoppe, por exemplo, inaugurou recentemente uma loja com recursos de IA em Nova York, utilizando o sistema Shoppe Advisor para fornecer informações sobre produtos e disponibilidade de estoque.
Já a Tecovas passou a utilizar IA em processos de reposição e alocação de estoque nas lojas. Segundo a empresa, o uso da tecnologia gerou aumento de 9,6% nas vendas em tempo real em comparação à gestão manual.
Para Tom McGee, presidente e CEO da ICSC, varejistas precisarão direcionar investimentos de forma mais estratégica. “À medida que a IA transforma a jornada de compra e as expectativas dos consumidores seguem elevadas, varejistas e líderes do setor precisarão fazer investimentos disciplinados e intencionais para garantir que cada loja esteja alinhada a um propósito estratégico claro”, afirmou.
O relatório também aponta que, embora mais de 60% dos consumidores demonstrem preferência por ferramentas de compra com IA, ainda existem preocupações relacionadas à confiança e precificação algorítmica.
Pesquisas citadas indicam que parte dos consumidores teme que preços definidos por algoritmos não ofereçam necessariamente as melhores condições de compra. Outro levantamento da YouGov mostrou que 41% dos entrevistados disseram não confiar em assistentes de compra baseados em IA.

Imagem: Freepik
Informações: Howard Ruben para Retail Dive
Tradução livre: Central do Varejo
