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Fraudes digitais também entram no planejamento da Black Friday

Com R$ 9,4 bilhões em vendas online em 2024, a Black Friday registrou 333 tentativas de fraude por hora, segundo levantamento

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A preparação para a Black Friday começa antes das campanhas chegarem ao consumidor. A partir de setembro, empresas passam a reforçar estoques, ajustar plataformas de comércio eletrônico, contratar fornecedores e ampliar equipes para atender ao aumento esperado da demanda.

Nesse planejamento, porém, a segurança digital também precisa ser considerada. O crescimento das vendas online durante a data aumenta a exposição das empresas a tentativas de fraude e outros riscos relacionados às operações digitais.

Segundo levantamento da Serasa Experian/ClearSale divulgado em 2025, a Black Friday de 2024 registrou 333 tentativas de fraude por hora no comércio eletrônico brasileiro.

O estudo analisou mais de 5 milhões de pedidos durante o período. As vendas online movimentaram R$ 9,4 bilhões, enquanto o valor médio das tentativas de fraude chegou a R$ 1.504.

O montante foi cerca de 40% superior ao ticket médio anual das fraudes, de acordo com os dados apresentados no levantamento.

Como as fraudes digitais afetam as empresas?

Além das perdas financeiras, incidentes de segurança podem afetar diferentes áreas de uma empresa. Entre os possíveis impactos estão interrupções nas operações, problemas no relacionamento com clientes e danos à reputação.

Para pequenas e médias empresas, esses efeitos podem representar um desafio adicional, especialmente durante períodos de maior movimento no comércio.

O planejamento para a Black Friday, portanto, envolve não apenas a preparação para vender mais, mas também a avaliação dos mecanismos utilizados para proteger sistemas, informações e operações.

Para Juan Carlos Lanau, Diretor Técnico da Brasilseg, empresa BB Seguros, a segurança deve ser incluída desde as primeiras etapas da preparação para datas comerciais.

“O planejamento para datas comerciais importantes não pode considerar apenas estoque, vendas e marketing.

A segurança digital precisa fazer parte dessa estratégia desde o início, levando em consideração que 95% das falhas em segurança digital envolvem o fator humano. Quanto antes a empresa revisar seus processos, treinar colaboradores e avaliar seus mecanismos de proteção, menores tendem a ser os impactos de um eventual incidente”

A declaração também destaca a importância dos processos internos e da preparação dos funcionários. Segundo Lanau, a revisão de procedimentos e o treinamento das equipes estão entre as medidas que podem ser adotadas pelas empresas antes do período de maior movimento.

Por que a segurança digital entra no planejamento da Black Friday?

A expansão das operações digitais aumentou a exposição das empresas aos riscos cibernéticos. Nesse cenário, a segurança deixou de ser uma preocupação restrita às grandes companhias e passou a integrar também o planejamento de pequenas e médias empresas.

De acordo com a BB Seguros oferece a cobertura Ampla Proteção Cibernética como uma das opções disponíveis no Seguro Empresarial.

A cobertura pode auxiliar na recuperação financeira diante de determinados incidentes previstos na apólice. Também pode incluir suporte especializado para resposta a ataques, gestão de crises, investigação técnica, orientação jurídica e comunicação com clientes e órgãos reguladores.

Os serviços dependem das condições e coberturas contratadas. A proposta, segundo o material, é apoiar a empresa na resposta a incidentes e na retomada das operações.

Além da contratação de mecanismos de proteção, a preparação envolve procedimentos preventivos. Revisar processos, orientar funcionários e avaliar os sistemas utilizados são medidas apontadas no material como parte desse planejamento.

Quais riscos digitais entram na preparação?

A digitalização trouxe novas possibilidades para os negócios, mas também ampliou a exposição a riscos relacionados aos ativos digitais. Para Lanau, esse cenário exige que as empresas incluam a proteção digital na gestão de seus negócios.

“A transformação digital trouxe inúmeras oportunidades para os negócios, mas também ampliou sua exposição aos riscos cibernéticos. Assim como empresas investem para proteger seus patrimônios físicos, hoje também precisam olhar para seus ativos digitais. Combinar prevenção com mecanismos de transferência de risco é uma forma de fortalecer a resiliência do negócio diante de um cenário de ameaças cada vez mais sofisticadas.”

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Imagem: Magnific

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