Economia

IPO da Shein em Hong Kong movimenta US$ 1,7 bilhão

Ações da varejista chegaram a cair 10% na abertura do pregão desta terça-feira (1º) e fecharam o dia com queda de apenas 0,1%

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IPO da Shein

O IPO da Shein em Hong Kong movimentou US$ 1,7 bilhão (R$ 8,8 bilhões) nesta terça-feira (1º), dia da estreia da varejista na bolsa local. O papel chegou a cair 10% na abertura do pregão e fechou o dia com queda de 0,1%, a US$ 6,18 (R$ 32,01).

A oferta avaliou a companhia em cerca de US$ 26,3 bilhões (R$ 136 bilhões), com preço inicial de US$ 6,19 por ação, segundo a AFP. O valor fica abaixo dos quase US$ 100 bilhões atribuídos à empresa em 2022, em rodada de investimento privado.

A Shein buscava listar ações em Nova York e em Londres, mas os planos esbarraram em entraves regulatórios. Em julho, autoridades chinesas autorizaram a oferta em Hong Kong.

Segundo a Shein, os recursos serão usados em tecnologia e na expansão internacional da operação. A empresa registrou resultado de US$ 2,06 bilhões em 2025, mas teve prejuízo de US$ 99 milhões no primeiro trimestre de 2026, após os EUA encerrarem isenção tarifária para pequenos pacotes.

IPO da Shein em Hong Kong ocorre sob pressão tarifária no varejo global

No mês passado, a União Europeia passou a cobrar tarifa de três euros por item em encomendas de até 150 euros. A França aplicou, também nesta terça-feira, imposto de até quase 20 euros por peça sobre moda ultrarrápida, mirando plataformas asiáticas.

A Shein transferiu sua sede para Singapura entre 2021 e 2022, movimento que analistas associam a um distanciamento político da China. No fim de 2025, a empresa tinha média de 156 milhões de usuários ativos mensais na Europa, atrás da AliExpress (193 milhões) e à frente da Amazon (cerca de 180 milhões), segundo dado citado pela AFP.

A companhia enfrenta críticas por impacto ambiental e denúncias de violação de direitos humanos, além da concorrência de Temu e AliExpress. O presidente-executivo, Donald Tang, disse à AFP no ano passado que a Shein mantém “tolerância zero” com trabalho forçado.

Han Lin, diretor para a China da consultoria The Asia Group, disse à AFP que a estreia “não representa um prejuízo”, apesar da recepção fria do mercado. Para ele, a queda inicial das ações mostra que investidores aguardam resultados concretos.

O executivo-chefe Sky Xu fez aparição pública neste ano em Guangdong, na China, e prometeu destinar mais recursos ao país, gesto lido como aproximação às origens chinesas.

Para o professor Lawrence Loh, da Universidade Nacional de Singapura, especializado em critérios ambientais, sociais e de governança, a estreia em Hong Kong representa “uma nova história asiática” para a Shein.

Com informações da AFP e G1

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Imagem: Unsplash

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