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Visa vê avanço rápido do comércio agêntico no Brasil e amplia aposta em Pix e checkout sem fricção
A Visa avalia que o comércio agêntico deve ganhar escala rapidamente no Brasil e vem ampliando sua atuação em soluções voltadas à fluidez do checkout, ao Pix e à segurança nas transações digitais. A empresa, que teve espaço em área de destaque no VTEX Day 2026, realizado nos dias 16 e 17 de abril no São Paulo Expo, também marca no evento a celebração dos 30 anos do e-commerce no Brasil. Em entrevista exclusiva à Central do Varejo, Gustavo Carvalho, vice-presidente de Value Added Services da Visa, disse que o mercado brasileiro reúne características favoráveis para acelerar a adoção de novas experiências de compra digital.
Segundo o executivo, a primeira transação agêntica realizada recentemente no país pela própria Visa indica que o tema já começou a sair do campo experimental. Para ele, a velocidade de adoção do comércio agêntico tende a ser alta porque o consumidor brasileiro é altamente digitalizado, receptivo a novidades e intensivo no uso de meios digitais. “Eu acredito que vai escalar aqui rápido”, afirmou.
Carvalho ponderou que a evolução do comércio agêntico ainda depende de fatores como segurança, consentimento e educação do consumidor. Segundo ele, o uso de agentes de compra exige compartilhamento de credenciais de pagamento e, por isso, requer atenção adicional à proteção da jornada. Ainda assim, disse que a Visa vê o mercado “no caminho certo para escalar rapidamente esse processo”.

Visa mira a fricção que derruba conversão
Outro eixo da estratégia apresentada pela companhia no evento é a redução de barreiras no checkout. De acordo com o executivo, as soluções de valor agregado da Visa foram estruturadas para ajudar o varejo a vender mais, elevar ticket médio e reduzir abandono de carrinho, um dos principais gargalos da conversão no e-commerce.
Segundo Carvalho, o comércio eletrônico investe para atrair o consumidor até a página de produto, mas ainda perde muitas vendas no momento final da jornada. “Tem uma série de fricções e melhorias na experiência que essas soluções foram pensadas justamente para evitar”, disse. Ele citou entre os recursos da companhia ferramentas como Click to Pay, Fast Key, biometria, tokenização e Cloud Token Framework.
O executivo afirmou ainda que, em 2025, apenas 15% dos checkouts no mundo ainda eram manuais, o que mostra uma mudança estrutural na experiência de pagamento. Na avaliação da Visa, a redução de etapas manuais, combinada com autenticação e armazenamento seguro de credenciais, tende a tornar a compra mais fluida sem comprometer a segurança.
Pix amplia espaço dentro da estratégia
Ao comentar o avanço do Pix e de outros meios alternativos, Carvalho afirmou que a Visa vem atuando para adaptar sua base tecnológica a diferentes jornadas de pagamento, indo além do cartão. Segundo ele, esse é um movimento global da empresa.
“O Pix teve uma contribuição porque digitalizou a economia”, disse. O executivo afirmou que a Visa já oferece Pix por meio do gateway CyberSource e lançou recentemente o Visa Connect, com foco em tornar a experiência desse meio de pagamento mais fluida. Também destacou o Account Protect, solução voltada a bancos para mitigação de risco em operações com Pix, diante do crescimento de fraudes e golpes associados a esse ambiente.
Segundo Carvalho, a companhia tem buscado aplicar sua expertise em pagamentos a diferentes credenciais, bandeiras e formatos. “A Visa, que é uma empresa de tecnologia, usa todas essas soluções e toda a expertise que ela tem em pagamentos para criar soluções, continuar desenvolvendo, ou mesmo adaptar as soluções que ela já tinha para qualquer meio de pagamento”, afirmou.
Imagem: Central do Varejo
